Enquanto a vida vai e vem...

 

Acontecem na vida coisas estranhas, a velha máxima - "toda ação corresponde a uma reação" - procede... e quanto e tanto. E quando retrocedemos ás páginas anteriores, hum, tanta poeira, mofo, incerteza, perpétuas incertezas, os monstros guardados nos espiam, se esgueirando pelas frestas do medo, atroz gozador que finge nos poupar.

Imaginando qual a próxima cilada. Vivemos assim, entediados pelos medos, e aorrentados pelas incertezas. Nada é eterno e tudo é efêmero, passageiro, incerto... Nesse caminho de dúvidas temos poucas certezas, e muito a escolher, necessariamente decidir...

Arrepender-se faz parte desse show, é, está atrelado a nós. Indiscutívelmente inseparável.

Ainda bem que existem certas estrelas que amenizam os algozes da vida, e aquele brilho, mesmo tão distante lembra que existe algo maravilhoso, bom o suficiente para devolver  o fôlego, e lá vamos nós caminhando e cantando.

Só vale a pena se cantarmos mais que caminharmos, se espiarmos mais as estrelinhas, e guardarmos as centelhas de felicidade que nos são concedidas, ou melhor, que nos concedemos.

 

Camelindissímo!

 

 

Ahhhh, Que lindo!

Nunca tinha visto desse jeito!

Post pra ele!

Se tivesse que listar as músicas que gosto dessa 'gente boa' listaria ao menos 95% das músicas deles.

Não é apenas pela sonoridade delicada e gentil, mas pela melancolia estravagante, misturada com a sutileza romântica e exigente para os não tão românticos, quanto a Colombina que vos fala!

Deixo vocês com a Maravilhosa, com jeitinho de mar no fim da tarde - Paquetá.

 Ah, se eu aguento ouvir
Outro não, quem sabe um talvez
Ou um sim
Eu mereça enfim

É que eu já sei de cor
Qual o quê dos quais
E poréns, dos afins, pense bem
Ou não pense assim

...

 Que desfeita, intriga, uó!
Um capricho essa rixa; e mal
Do imbróglio que quiproquó
E disso,bem, fez-se esse nó

E desse engodo eu vi luzir
De longe o teu farol
Minha ilha perdida aí
O meu pôr do sol.

P.S - A banda está em recesso, por tempo indeterminado.

RECESSO - não quer dizer término.

 

A cor de um dia

 

Rememoro ...

Passos distantes, quase imperceptíves,

Só meu coração acompanha o descompasso da tua ída

Acompanha e escuta

Continuam por aqui... por ali

Vez por outra insistem.

Não reajo,

E não deixo que eles fiquem...

Aqui, esgueiro-me entre as frestas da verdade

Encontro apenas a sombra,

Obscura, fantasiosa, irreal

Fatidicamente retorno,

e tudo que havia nas mão volta pro lugar de onde nunca saiu.

Não voltará!

Prefiro o cheiro da solidão

Que o gosto da angústia desiludida

Que resigna-se, e abre as portas para a insensatez.

(Bellatrix)

 

Confesso

"Louca
de uma loucura
Desmedida.
Medida Icomensurável
Incontestável...
    In

cons

      tan

 te
Em
constante
Busca...
Resigno-me

Imploro
Clamo
Choro...
Porquê?
Porque me perco...
E quando me acho é por que te encontro
E te revejo
No arfar do peito
No calor dos beijos
Pra me perder novamente...."

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Jolie Poupée + Pocante Girl - Num gesto celébre e pouco comum de delicadeza sinestésica.

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'Perdoa minha loucura, porque metade de mim é loucura e a outra metade também'

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As pinceladas liláses (?) que colorem meu ser tem olhos verdes!

Cor da lua pedindo atenção, sem pedir nada!
Cor de quê?
Define pra mim,
Por que eu não sei tão bem quanto você!

xD*

Tú me amas?

 

"...Agora, sente-se e escute:

Eu te amo não diz tudo!..."

Por Arnaldo Jabor - Crônica - Dizer Eu te amo não diz tudo.

 

        Particularmente, gosto do Jabor, não só pelo tom debochado e simplório, mas pela consistência perfeita das frases.

        Tantas pessoas sonham, e 'amam' ouvir as três palavrinhas mágicas. Hum, se não? Ora, são mais eficazes que a tal abracadabra! Eu te amo! e tcharam - abrem-se as portas, janelas, e afins...

        Abra os olhos antes de abrir o coração! Aprendi! ento ser o mais sensata possível neste âmbito.

        Não banalizar nem aristocratizar (?) o dignissímo.

        Não sei se apenas te digo que amo, ou se realmente o faço. Tenho meus quilos de grilos e dúvidas, e prefiro tentar guardá-los na última das portinholas do esquecimento, e trancar as sete chaves, vez por outra, eles se evadem, escapolem, e acham de bulir com minha sensatez. Por vezes seguidas, ordenei que se retirassem. E me deixassem ver o que de real existe em você.

        Nalgumas delas, tive vontade de trazê-los de volta. E entrever o que eu podia esperar, prevê o quanto eu poderia me enganar. Nem toda anunciação é vã.

Não é verdade?

Nem toda moldura é aquilo que se vê.

Concordas?

        Diante das perdas e ganhos mantenho-os adormecidos.Há espera, não de seu despertar e riso cinza e melancólico, há espera de mantê-los enclausurados, para que não me machuquem e não burlem o que acredito ser o prenúncio da Felicidade.

 

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